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Sunday, August 23, 2015

Das coisas que se dizem sobre como educar crianças

"Que o único grande preditor de alto desempenho académico é a leitura para as crianças. Não são livros de atividades, não são infantários da moda, não são brinquedos com luzes ou computadores, mas sim a mãe ou o pai (ou os dois) a passarem tempo com os filhos todos os serões e ler-lhes uma história."

Daqui.

Friday, April 18, 2014

RIP


Two of my favourite writers.
I like this photo, they both look so happy...

Wednesday, February 10, 2010

Reler ou não reler?

Tenho o (péssimo?) hábito de não reler muitos livros. Não sei bem a razão, mas talvez se deva àquela horrível sensação de que há mais livros interessantes do que vida para os ler.

Ainda assim, abro uma excepção volta e meia. E nestes dias, voltei a ler o Memorial do Convento. Tinha gostado à primeira. À segunda, gostei tanto ou mais do que da primeira vez, embora me tenha arrastado de novo durante o transporte da pedra.

Hoje, comecei um novo livro. Muito diferente. Com um estilo que, pelo menos nas primeiras páginas, me desagrada bastante. Por um lado, apetece-me fechá-lo já, tendo em conta a horrível sensação acima mencionada, mas por outro, parece-me injusto julgar um livro precipitadamente e quase me parece uma falta de respeito deixá-lo meio lido.

Amanhã, acho que lhe vou dar mais uma hipótese.

Wednesday, November 11, 2009

Esquizofrenia literária?

De amor y de sombra na viagem de ida para o trabalho. Uma Aventura no Labirinto Misterioso na viagem de regresso a casa.

Tuesday, November 10, 2009

Friday, October 23, 2009

Na ordem do dia

Os meios de comunicação social parecem ter sido tomados por um futebolmania a toda a prova. Não estamos em Europeu ou Mundial, mas o futebol ocupa uma fatia cada vez maior dos telejornais diários e as rádios parecem-me num relato e/ou rescaldo ininterrupto.

Nos intervalos de futebol, há gripe A.

Nos últimos tempos, a polémica à volta de Saramago tem dado também pano para mangas. Os comentários originais. Os comentários repetidos. Os comentários aos comentários. O esforço de Judite de Sousa para arrancar um comentário a Lobo Antunes. Saramago vs Carreira das Neves. Tolentino Mendonça vs Saramago.

Partindo do princípio que todos nós temos a liberdade de dizer o que nos vai na real gana, não compreendo assim tão bem a polémica. Eu ficaria mais surpreendida se Saramago revelasse que, depois de anos de ateísmo convicto, afinal encontrou Deus e se converteu.
Compreendo também que a Igreja, os Cristãos e os Judeus protestem e se reservem no direito de não comprar ostensivamente o livro, seguindo o mesmo princípio inicial.
Compreendo menos bem a reacção de pessoas com cargos políticos, visto que teoricamente somos um Estado laico, mas isso será provavelmente derivado do meu mau-feitio.
Ainda assim, a polémica tem durado. E os livros têm vendido.

Sunday, September 20, 2009

Os Homens que Odeiam as Mulheres, segundo dactilografo

Depois de ignorar repetidamente os cartazes espalhados por toda a cidade e o facto de toda a gente andar com um dos calhamaços de Stieg Larsson no metro (e diga-se que há leituras mais maneirinhas para o transporte público), deixei de lhe resistir quando me cruzei com o primeiro volume lá por casa.

Embora o meu commute de 40 min com transbordo me pareça às vezes interminável, tenho que admitir que se tornou bastante curto enquanto durou o livro. Posto isto, andava aqui a alinhavar umas ideias sobre o dito, quando me deparei hoje com este post do dactilografo, com ideias e palavras muito melhor alinhavadas do que as minhas poderão vir a estar. Por isso, vão até , que é basicamente isto que eu queria dizer, embora numa linguagem mais primária (a minha, entenda-se, não a do dactilografo).



Apenas uma pequena nota (COM
SPOILERS!), é o segundo livro que leio em pouco tempo em que um assassino em série se inspira em passagens da Bíblia. Será que se está a tornar uma moda?

Sunday, May 10, 2009

Sant Jordi

No dia 23 de Abril, celebrou-se o dia de Sant Jordi. Diz nesta altura o leitor atento, "23 de Abril? Melher, valha-te Deus, e queres falar disso um mês depois????". Respondo eu, admitindo a culpa, "Bem sei, mas não tive oportunidade de dizer nada na altura e queria mesmo deixar aqui isto escrito.". E pronto, a partir daqui lerão aqueles que tiverem interesse em "notícias" fora do prazo.

Dizia eu que, no dia 23 de Abril, se celebra o dia de Sant Jordi, padroeiro da Catalunha. Para mais informação sobre os feitos do dito santo, é só seguirem este link.

E como se faz a dita celebração? Com livros e rosas, pois claro. Sim, ao início, também não percebi bem a ligação. E, ao que parece, as tradições das rosas e dos livros apareceram em alturas bem diferentes, e não estavam directamente ligadas com o dito santo, mas com os tempos foi sendo tudo agregado numa grande festa.

Barcelona inteira enche-se de bancas de venda de rosas e de livros e toda a gente sai à rua, mais ainda do que o costume. Em teoria, é suposto os homens oferecerem rosas às mulheres, enquanto que estas oferecerem um livro aos homens. Funciona então mais ou menos como um dia de S. Valentim local, com a diferença de que os homens "devem" oferecer uma rosa não só ao seu amor, mas também a outras mulheres, como colegas de trabalho. E diga-se que a maioria cumpre isto diligentemente: eu própria recebi rosas e vi montes de homens com várias rosas no metro. Já o livro, creio que está reservado apenas para "the other half".

E é mais ou menos isto. É jeitoso. Acho que é daqueles feriados que vou importar, porque me parece bem. A minha única reserva é que isto me parece um bocado sexista e pessoalmente prefiro um livro a uma rosa. Por isso, acho que vou adaptar na importação e decretar que deve ser um livro e uma rosa de parte a parte. Concordas? ;)

Thursday, February 26, 2009

Gomorra, by Roberto Saviano

Acabei de ler hoje. Após tempos infinitos em que me fui arrastando pelas suas páginas. Já não me lembrava de ter demorado tanto a ler um livro. Devia ter percebido pelo filme que este livro não era para mim. Venha o próximo.

Sunday, September 14, 2008

Lovely Bones, by Alice Sebold

Em linha com o autobiográfico Lucky, Lovely Bones, embora seja ficção, começa com um acontecimento violento, a violação e o homicídio de Susie Salmon, uma adolescente de 14 anos que vive num típico subúrbio americano.

É a própria Susie que nos conta a história, do alto do seu "Céu", de onde vai observando o desenrolar das vidas dos membros da sua família.
Não sei bem o que esperava do livro, se é que esperava algo, mas no final ficou-me alguma desilusão. Acho que gostei muito mais do "Céu" de "The Five People You Meet in Heaven".
Veremos como será o filme.

Saturday, September 13, 2008

Mathew Shardlake, by C. J. Sansom

Durante este tempo, a minha capacidade de concentração andou pelas ruas da amargura. Para descansar de ler e de escrever, ler mais talvez não seja a coisa mais relaxante. Mas não ter um livro na mesinha de cabeceira, mesmo que seja só para ler uma página por noite, é-me difícil. Decidi então que o precisava era de ler algo que não requeresse grande capacidade de concentração, mas ainda assim que me distraísse. Foi assim que peguei no primeiro livro da série Mathew Shardlake, de C.J.Sansom (Dissolution). E desse passei para o segundo (Dark Fire) e o terceiro (Sovereign).

Estes livros são romances históricos a atravessar para o policial em que o herói, Mathew Shardlake, desvenda crimes, escapa aos vilões e, quando pode, dá uma ajuda a quem precisa. Ideal para não pensar muito, portanto. A acção passa-se em Inglaterra, no reinado de Henrique VIII e por detrás das intrigas que rodeiam Shardlake, é-nos relatada a complexa sucessão de mulheres do monarca e outros episódios da vida de Inglaterra na altura. Fiquei a perceber que tenho grandes lacunas na história de outros países europeus.

Apesar de não convidarem à reflexão sobre o sentido da vida ou outros temas, igualmente profundos, tenho a dizer que se lêem bastante bem, mas sobretudo que melhoram consecutivamente. Se achei o primeiro demasiado parecido com O Nome da Rosa, em versão pop, os outros são mais complexos e mostram-nos um Mathew mais cinzento do que a preto e branco.

Sendo assim, acho que vou trazer o quarto (Revelation) na bagagem quando voltar a pôr os pés no UK.

Sunday, June 17, 2007

No mínimo, insólita,...

... é como posso classificar esta passagem do livro que estou a ler. Confesso que não tinha ainda ouvido semelhante defesa/explicação para o racismo.

Nota: Que isto não vos impeça de lerem o livro, que é excelente. Esta passagem é de um diário do século XIX e a personagem que fala é um bocado nojenta. Daqui a mais uns dias, ficará a crítica por inteiro.

"After years of working with missionaries, I am tempted to conclude that their endeavours merely prolong a dying race's agonies for ten or twenty years. The merciful ploughman shoots a trusty horse grown too old for service. As philantropists, might it not be our duty to likewise ameriolate the savages' suffering by hastening their extinction? Think on your Red Indians, Adam, think on the treaties you Americans abrogate & renege on, time & time & time again. More humane, surely, & more honest, just to knock the savages on the head & get it over with?"
in Cloud Atlas, by David Mitchell

Tuesday, May 22, 2007

The Welsh Girl, by Peter Ho Davies

Ganhei este livro numa promoção da Waterstones. Uma prova, antes de sair a edição em hardback, que me dava também a oportunidade de concorrer com a minha crítica ao livro em 30 palavras. A melhor crítica seria exposta nas livrarias para promoção do livro.

Ora, eu demorei tanto tempo a ler o livro que já não fui a tempo do concurso de críticas. Provavelmente, não tinha grandes hipóteses; creio que não escreveria melhor do que a crítica que ganhou. É mais difícil em inglês...

De qualquer modo, apesar de ter demorado séculos a ler, o livro não é mau. É mais descritivo, com um inglês é mais literário do que outros que tenho lido. Estas razões e o facto de ter tido pelo meio umas férias em Portugal em que andámos às compras de casa levaram a que tivesse demorado tanto tempo.

Neste livro, contam-se as histórias cruzadas de um soldado alemão, uma rapariga galesa e um judeu que trabalha com os serviços de informação ingleses no final da II Guerra Mundial. A maior parte da acção passa-se no país de Gales, numa pequena aldeia. O ritmo é lento, bucólico, campestre, apropriado aos campos verdes de Gales onde pastam vagarosamente rebanhos de ovelhas. Descreve-se a vida daquela pequena sociedade rural, nos valleys de Gales e o efeito que a construção que um campo de prisioneiros de guerra tem na população. E mais não digo, se não não tem piada quando lerem.

O mais interessante, na minha opinião, é a humanização do "inimigo". Faz-nos pensar que os soldados, sejam eles de que lado forem, são homens, com defeitos, qualidades, com medo, coragem, com famílias, casas, amigos e amores.

Brevemente: Cronica de una muerte anunciada, por Gabriel García Marquéz.

Monday, March 19, 2007

Untitled

«"Morrie," Koppel said, "that was seventy years ago your mother died. The pain still goes on?"
"You bet," Morrie whispered.»

in Tuesdays with Morrie, by Mitch Alborn

Saturday, March 17, 2007

Recognise someone?

« My days were full, yet I remained, much of the time, unsatisfied.
What happened to me?»

in Tuesdays with Morrie, by Mitch Alborn

Thursday, March 08, 2007

Prendinhas








Chegaram pelo correio esta semana. Surpresas (kind of!) do Bug para celebrar o meu aniversário que já lá vai!
Nem tudo é mau em ficar mais velho! :)


Wednesday, March 07, 2007

Lucky, de Alice Sebold


"No one can pull anyone back from anywhere. You save yourself or you remain unsaved."
Em Lucky, Alice Sebold conta como a violação de que foi vítima aos 18 anos, quando estava no primeiro ano da Universidade em Syracuse, lhe altera completamente a vida. Dá um testemunho de coragem e determinação ao ter ido até às últimas consequências para ver condenado o homem que a violou, algo que nem sempre é muito comum. Relata as reacções da família e dos amigos, as suas próprias reacções e o modo como conseguiu continuar a viver depois de uma experiência traumática como esta.
É um livro algo pesado, sobretudo quando temos presente que não é ficção. É o relato de algo terrível que aconteceu de facto a alguém. O relato confirma o quão terrível é. Às vezes, penso quantos mais relatos destes haverá por aí que nunca terão sido contados ou ouvidos. Isso é mais terrível ainda.
Brevemente: Tuesdays with Morrie, de Mitch Alborn

Sunday, February 25, 2007

Labyrinth, de Kate Mosse


Não, não é da modelo. O nome desta senhora tem um "e" no final.
Mais uma história sobre o Grail. No entanto, agradável e bem conseguida. Não traz grandes revelações sobre o sentido da vida, mas é bastante interessante. Faz querer ir para a cama mais cedo para ter mais tempo para ler.
A história é contada simultaneamente em dois tempos, na actualidade e há oitocentos anos atrás, envolvendo o percurso de duas mulheres bastante semelhantes, da mesma linha genealógica e que, a certa altura, se cruzam como Grail. Duas heroínas, cada uma à medida do seu tempo. Cada uma delas tem um amor e uma arquinimiga vilã, como convém a uma heroína que se preza. Os ingredientes necessários para fazer disto um relato empolgante.
Por último, o contexto: passa-se no Pays d'Oc, no Sudoeste de França e conta pedaços da história dos cátaros, das perseguições religiosas do século XIII, do início da Inquisição e das invasões francesas ao Pays d'Oc. Na versão de actualidade, há descrições de Toulouse, Carcassona e outras cidades do Sul, que me fazem querer dar lá um salto e ver este pedaço da história com os meus próprios olhos.
Se estiverem na onda popular do romance histórico, este é um bom exemplo e leiam sem hesitação. Posso emprestar a versão inglesa. O custo exorbitante da portuguesa desmotiva um bocadinho...

Próxima crítica literária: Lucky, de Alice Sebold

Tuesday, November 14, 2006

Livros

Eu sempre gostei de livros. De livrarias, de bibliotecas. (Sim, sou divertidíssima!)
Estes dois últimos anos, talvez tenham sido records pessoais de compra e leitura de livros. É certo que tenho uma lista interminável, e continuamente a crescer a olhos vistos, de outros que eu quero ler. Mas, enfim, acho que já me fui acostumando à ideia de que há mais livros do que tempo que eu posso eventualmente vir a ter.
Os últimos livros que eu li foram simplesmente geniais. Ou, pelo menos, muito bons, visto que o conceito de livro genial varia tanto como o tamanho da minha wish list de livros.
O último, Hunting Midnight, de Richard Zimler, lindo. É a história, contada na primeira pessoa de John, um rapaz meio-judeu, meio-escocês, que cresceu no Porto no final do século XVIII e a do seu amigo Midnight, um Bushman que veio viver com a família de John durante a sua infância. É uma história de desencontros, de perdas, de mentiras, mas também de amizade e gratidão. Eu gostei. Fez-me chorar em algumas partes (à semelhança de O Último Cabalista de Lisboa, nas suas cenas mais violentas), mas acho que o fechei com um sorriso.
Antes disso, li The Righteous Men, de Sam Bourne. É um estilo parecido com Dan Brown. Não reflecte profundamente sobre temas que atormentem a humanidade, mas lê-se bastante bem. A escrita é fluente e a história rápida, de tal modo, que não apetece largar, enquanto não se chega ao fim e se percebe tudinho.
O penúltimo livro foi Never Let Me Go, de Kazuo Ishiguro. Lindíssimo. Infelizmente, não posso dizer sobre o que fala este. Descobrir lentamente faz parte do encanto deste livro.

Agora leio La Sombra del Viento, de Carlos Ruiz Zafon, mas ainda estou muito no início.

Boas leituras!